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domingo, 2 de outubro de 2016

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Comunicações Como Jamais Houve.

Livro Sinfonia da Energética . Salvatore de Salvo.

sábado, 26 de dezembro de 2015

.O VALOR DA IMUNIDADE. VACINAS SÃO PREJUDICIAIS.


O VALOR DA I MU N I DADE
  ~
N AT U RA L E A I M U N I ZAõ AO
ARTIFICIAL

  Como a imunidade natural depende obrigatoriamente da Higiene,
é por aí que vamos iniciar nossas explicações.
  A Higiene tem por alvo proporcionar ao nosso corpo grande soli-
dez, fazendo com que nossos órgãos funcionem perfeitamente, com
capacidade bastante para enfrentar as vicissitudes que o mundo físico
nos impõe. A Higiene ensina que podemos adquirir resistência aos es-
tados mórbidos mediante uma revisão dos nossos hábitos e uma re-
construção das nossas células e tecidos, pois que a doença, sendo
uma desordem funcional e estrutural, pode e deve ser evitada. Os fa-
tores dessa desordem podem ser internos ou externos, e se um dos ór-
gãos se acha afetado por ela, todo o organismo se ressente dessa si-
tuação anormal, que se chama enfermidade.
  A Higiene não cuida de um órgão apenas; seu alvo é o corpo to-
do. Seus propósitos se orientam no sentido de afastaras causas dege-
nerativas que estão em ação. Seu objetivo máximo não é o indiví-
duo; é a coletividade. E se cuida daquele é por amor desta, que o
reclama para o seu seio e que se vê por ele ameaçada.
  A Higiene ensina que as doenças, sendo evitáveis, devem ser evi-
tadas. Curar significa, para a Higiene, remover as causas das doen-
ças. A terapêutica constitui, não a sua principal arma de combate,
  mas uma das suas múltiplas modalidades de ação.
  Múltiplos exemplos comprovam que, ao passo que a Medicina
  ainda se encontra longe do seu alvo: diminuiros padecimentos do
  doente, a Higiene já se encontra muito perto da sua finalidade máxi-
  ma: evitar as doenças.
  [70)

  Graças à observãncia das regras elementares de asseio e à morali-
zação dos costumes, a sífilis, doença infectiva das mais graves, que os
europeus conhecóram já no século XV, quando, em 30 anos de atua-
ção violenta, devastou todas as populações do mundo, perdeu o seu
caráter de infectuosidade difusiva.

  A varíola, trazida à Europa pelos árabes e difundida pelas Cruza-
das, era um dos maiores males da humanidade, a ponto de levar Vol-
taire a preocupar-se com os destinos da espécie humana. Hoje, gra-
ças às regras da Higiene, ninguém mais necessita ter varíola.

  A peste negra, que impôs à Inglaterra o sacrifício da metade da
sua população, e custou ao mundo 42 milhões deóbitos no tempo de
Clemente VI, deixou, graças às regras de limpeza, os países mais civi-
lizados, só existindo em Hong-Kong, donde ainda não foi erradicada.
  A febre amarela, a malária, o tifo, a cólera, todas essas grandes
doenças da antiguidade, recuaram ao avanço da civilização, que im-
pôs regras de profilaxia.
  Embora a Higiene ainda não tenha alcançado a felicidade a que
aspira, visto como a mesma depende de fatores múltiplos, alguns dos
quais escapam às raias de sua ação, ela está ganhando terreno na
conquista da maior ventura ambicionada, que é a boa saúde para tan-
tos quantos Ihe praticam os princípios fundamentais.

  Agora que já temos ligeira noção do valor da Higiene, como cau-
sa, vamos falar da imunidade natural, como efeito.

  O doutor Alexis Carrel, do Instituto Rockefeller, em seu livro "O
Homem, Esse Desconhecido", diz que existem duas espécies de saúde
e imunidade: uma natural e outra artificial; e que até esta data a in-
clinação da ciência médica tem sido para a artificial, e que a Medici-
na tem seguido o caminho mais fácil em formar uma saúde artificial
por meio do uso de produtos farmacêuticos, drogas, soros, antitóxi-
cos, técnica hospitalar, etc.

  Diz ele que devemos aprender o segredo da imunidade natural
para com a doença e que o futuro progresso da Medicina não virá
através de hospitais melhores ou através de mais e melhores produtos
farmacêuticos, mas, sim, mediante o termos um organismo sadio,
imune contra as infecções e mediante a prevenção contra as enfermi-
dades degenerativas. Por exemplo, em vez de ministrarmos ao ho-
<012>

72 A FLORA NACIONAL NA MEDICINA DOMÉSTICA

mem um substituto para a secreção de alguma glândula devíamos des-
cobrir um meio de fazer a mesma glândula segregar seus próprios hor-
mônios.
  Eis uma notável declaração, de vez que procede de alguém que
se encontra em tão elevada reputação no mundo científico, mas, infe-
lizmente, tem pouco valor para a corrente médica do mundo. Cien-
tistas médicos continuam dobrando seus esforços para produzir novos
e mais aperfeiçoados soros antitóxicos, vacinas, drogas, etc., que, su-
põem, deverão trazer saúde.


Os Soros

  Injeta-se, num animal, um antígeno, uma vacina, uma toxina,
etc., em doses progressivas. No organismo do animal vão-se forman-
do antitoxinas. O animal está imunizado. Seu sangue contém anti-
corpos. Extrai-se o sangue do animal, separam-se os glóbulos verme-
Ihos, e aproveita-se o soro cheio de anticorpos. O soro, devidamente
preparado e acondicionado em ampolas, injeta-se no homem para
transmitir-Ihe parte da imunidade do animal. Esta é a teoria da soro-
terapia.
  Um dos inconvenientes do uso do soro a título meramente pre-
ventivo é o enfraquecimento das imunidades naturais. Passado o efei-
to imunizante do soro, desaparece a imunidade artificial; e a im.unida-
de natural é menor do que antes, não só contra a enfermidade para a
qual foi aplicado o soro preventivo, mas também contra todas as ou-
tras enfermidades.
  Outro inconveniente são as impurezas introduzidas no organismo,
as quais atraem os micróbios de outras doenças.


As Vacinas


  O corpo animal é dotado da capacidade de defender-se a si mes-
mo contrá a doença, pela fagocitose e pela formação de anticorpos.
Neste princípio se baseia tanto a medicina alópata como a naturista.
  Os germes patogênicos que, pelos seus produtos tóxicos, provo-
cam a mobilização das defesas do organismo infectado, chamam-se
antígenos. E as antitoxinas produzidas no corpo, em presença das to-
xinas, chamam-se anticorpos.

O VALOR DA IMUNIDADE... 73


  A capacidade que todo organismo tem, em menor ou maior grau,
de defender-se a si mesmo, chama-se imunidade natural.
  A mediciná moderna infelizmente tende a desprestigiar a imunida-
de natural, dando mais importância à chamada imunidade adquirida,
mediante soros e vacinas.
  A vacina é o próprio micróbio da doença, ou suas toxinas, inocu-
lados no organismo humano, para obrigar o organismo a formar suas
defesas contra as toxinas desse micróbio, e pôr-se assim em condições
de reagir contra um possível ataque do mesmo micróbio, em larga es-
cala, dentro de um futuro relativamente próximo. Há vários tipos de
vacinas, como sejam:
  1. Vacina com germes mortos;
  2. Vacina com germes vivos, porém de virulência atenuada, por
  serem cultivados em ambiente desfavorável ao seu desenvol-
  vimento;
  3. Vacina com toxinas de germes.
  A vacinoterapia baseia-se no argumento segundo o qual um ata-
que maisou menos brando, da parte de um micróbio, ou da parte das
suas toxinas, faz com que o organismo humano fique, por assim di-
zer, treinado, habilitado, preparado para enfrentar um possível ataque
mais forte, posteriormente.
  Também essa prática tem seus aspectos negativos, já porque as
reaçõesvariam muito de uma pessoa para outra, já porque nem sem-
pre a virulência da vacina é bem controlada, já por outras razões.
  Se a vacina é fraca, a chamada imunidade adquirida é insuficien-
te para repelir um posterior ataque microbiano mais forte da mesma
doença. Se é forte, pode trazer sérios transtornos. Pode provocar a
própria doença contra a qual a vacina se destina a "imunizar" a pes-
soa, ou pode provocar um mal mais ou menos diferente, de vez que
o micróbio da vacina sofreu modificação no ambiente desfavorável
em que foi cultivado, e que, juntamente com o micróbio, podem in-
troduzir-se sujidades nocivas. E pode, também, a vacina acarretar a
morte da pessoa.
  Bernard Shaw traz as seguintes objeções:
  "As complicações não terminam com a inoculação. Há ainda a
questão das condições do paciente. As descobertas de Sir Almorth
Wright serviram para mostrar que os terríveis resultados que conduzi-
ram à apressada suspensão do uso, em 1894, da tuberculina de Koch,
<012>

74 A FLORA NACIONAL NA MEDICINA DOMÉSTICA

não haviam sido acidentes, mas fenômenos perfeitamente metódicos e
ordenados que se seguiam às injeções de vacinas perigosamente fortes
no momento impróprio, reforçando a doença em vez de estimular a
resistência orgânica. . .

  "Os resultados da vacinação. . . nos piores dos casos se confundem
com as mais temidas e perigosas doenças. E os médicos, para defen-
derem o crédito da vacina, acusam os doentes ou os pais destes de
terem contraído a doença independentemente da inoculação, desculpa
que, naturalmente, não faz a família mais resignada, e conduz a recri-
minações públicas nas quais os doutores, esquecendo tudo, menos a
briga do momento, pretendem ingenuamente desculpar-se, admitindo
e mesmo salientando como um ponto de sua defesa, que muitas vezes
é impossível distinguir a moléstia produzida pela vacina, da moléstia
que acusaram o paciente de ter contraído." - O Dilema do Médico
  ,
págs. 28, 29.

  A relativa "imunização" adquirida contra um tipo de micróbio
mediante a vacina, não deixaria o indivíduo imunizado contra todos
os tipos de micróbios. E, pois, teria que "imunizar-se" contra todas
as enfermidades para as quais há vacinas. E teria que repetir a vaci-
nação periodicamente, pois a "imunidade" adquirida artificialmente
duraria pouco tempo. Mas quem é o indivíduo que suportaria tanta
vacina?

  No terreno da vacinoterapia, na luta contra os invasores, muitos
soldados da defesa - os glóbulos brancos - morrem no campo de
batalha; os líquidos do organismo e seus vasos ficam cheios de impu-
rezas; alguns órgãos podem ser afetados; as defesas naturais se enfra-
quecem; etc. O indivíduo está, mais do que antes, sujeito a toda en-
fermidade, principalmente àquelas para as quais não houve "imuniza-
ção" artificial.

  A vacina, outrossim, em vez de provocar a formação de "imuni-
dades" no organismo, pode, em muitos casos, favorecer o apareci-
  mento da doença contra a qual deveria combater. Se um indivíduo é
  vacinado contra uma enfermidade quando está em vias de receber, ou
  quando começa a receber, um ataque microbiano maciço da mesma
  enfermidade, o organismo recebe dois ataques ao mesmo tempo; e a
  vacina que deveria servir para o bem, serve para o mal.

O VALOR DA IMUNIDADE... 75

  Além disso, que garantia temos contra os possíveis erros, muitas
vezes fatais, na manipulação das vacinas? Não convém que ignore-
mos os fracassos.
  Vejamos apenas alguns exemplos:

O BCG (vacina contra a tuberculose)

  "Os estudos sobre a BCG sofreram, na sua fase inicial, forte aba-
lo, em virtude dos acidentes mortais verificados na Polônia, conheci-
dos por todos. Esse fato acarretou grande apreensão e as pesquisas
passaram a ser efetuadas com grande cautela, criando-se, assim,
graves obstáculos ao rápido desenvolvimento do novo processo de va-
cinação contra a tuberculose." - O Estado de S. Paulo, 3/11/57.
  "O BCG foi espalhado pela Europa e pela América. Nunca fal-
tam, porém, dissabores ao homem. É prova disto o lamentável desas-
tre de Li.ibeck, em que tantas crianças sucumbiram vítimas de um de-
plorável engano de laboratório." - Dr. Tullio Chaves.

Vacinas antidiftéricas


  "Logo depois da primeira grande guerra, apareceu numa pequena
cidade da França uma epidemia de difteria. O governo francês, como
era natural, mandou imediatamente médicos com injeções e vacinas
antidiftéricas, que, como é sabido, são feitas com soro de cavalo.
Tratadas logo as pessoas atingidas pŠla moléstia, algumas sararam,
mas outras, inclusive um garotinho, faleceram. Não morreram de
difteria e sim, todas da mesma forma, de choque. Os médicos fica-
ram alucinados, sem saber a que atribuir o fato, porquanto as vacinas
eram todas da mesma procedência. De indagação em indagação,
chegaram à conclusão de que as ditas pessoas, durante a guerra, ti-
nham comido carne de cavalo e a morte se dera por choque anafilático,
simplesmente." - O Estado de S. Paulo, 2/3/60.

A vacina anti-rábica


  "Muito mais grave do que se pensa e mais trágico ainda é o des-
conhecimento das autoridades públicas do Ceará sobre o número de
pessoas vacinadas com o chamado 'soro da morte'. Não é propriaõ
<012>

76 A FLORA NACIONAL NA MEDICINA DOMÉSTICA

mente soro, é vacina aplicada em adultos e menores mordidos por
cães. Vacina que teria sido adulterada, por responsabilidade ou irres-
ponsabilidade do fabricante, para levar a morte a centenas de famílias
cearenses..." - Diário da Noite, 30/11/1960.
  "O Governo do Rio Grande do Sul adota as medidas necessárias
para processar criminalmente os responsáveis pela produção de vaci-
nas anti-rábicas mal dosadas, e ainda para fechar o laboratório de. . .,
que as produzia.
  "O número de pessoas que morreram depois de receber a vacina
desequilibrada, numa repetição da ocorrência de Fortaleza, ascende a
seis, e não a onze, como se divulgara antes." - O Estado de 5. Paulo,
30/12/60.
  "Em um comunicado dado a público ontem (15/12/60), a Secreta-
ria da Saúde narra os acontecimentos que antecederam o falecimento,
na cidade de Amparo, de uma pessoa que estava recebendo tratamen-
to anti-rábico. . .
  "Afirma a seguir que o doente, adulto de 30 anos de idade, já re-
cebera um tratamento há três anos, apresentando comprometimento
do sistema nervoso após a aplicação de 11 injeções de vacina anti-rá-
bica. O fato de tratar-se de pessoa anteriormente submetida ao mes-
mo tratamento anti-rábico aumenta a probabilidade de hiper-sensibili-
dade adquirida devido à primeira aplicação...
  "Reações resultantes da hiper-sensibilidade à vacina anti-rábica
são conhecidas desde muito tempo, não sendo atribuídas à presença
do vírus da raiva, mas à inoculaçâo do tecido nervoso com o qual a
vacina é preparada, e geralmente regridem desde que seja suspensa a
aplicação de novas injeções." - O Estado de S. Paulo, 16/12/60.
  "Chegou-se. . . a crer que o recurso anti-rábico era capaz de im-
  pedir com toda a seguranõa que a hidrofobia se declarasse. Que se
  pensa agora sobre essa 'total segurança'? O médico espanhol Dr.
  Cardona Giral, cheio de experiências, pode dar-nos a resposta. Publi-
  cou este facultativo, em Medicina Práctica, Madrid, 23/9/1951, um
  estudo intitulado 'Fracassos e paradoxos dos tratamentos anti-rábicos',
  excelente página para pôr em dia a questão." - Arturo Capdevila, Re-
  visión Microbiaoa, pág. 52.

A vacina contra a poliomielite
  "Uma grande parte das substâncias utilizadas na fabricação de
uns 200 milhões de inoculações (da Vacina Salk) eram imprestáveis.

O VALOR DA IMUNIDADE... 77


fomo conseqüência, uma tentativa derradeira está sendoõfeita agora
para melhorar a qualidade da vacina. . . Muitos casos de paralisia õtêm
sido acusados em crianças que tinham recebido as três inoculações.
Parece iminente uma modificação drástica da vacina." - Time (revis-
ta americana), 19/1/1959.
  "Com o advento da Vacina Salk (nos primeiros anos de sua apli-
cação), a estatística oficial acusou uma diminuição na incidência da
paralisia infantil. Há motivos para isso. Por um lado, vale a pena ci-
tar o relatório da Organização Mundial de Saúde, publicado no )or-
nal da American Medical Association, 24/8/1957: 'Da mesma forma
que as outras doenças, os casos de poliomielite levados ao conheci-
mento das autoridades sanitárias geralmente representam apenas uma
fração dos casos realmente existentes'. Por outro lado, depois do
advento da Salk, a literatura médica logo começou a comentar o au-
mento na incidência de várias formas de meningite e outras doenças
'parecidas com a pólio'. A explicação é fácil... Dézenas de milhares
de casos que antes da Vacina Salk teriam sido diagnosticados como
pólio, foram agora rejeitados...
  "Desde 1955 vem-se aplicando a Salk em cada vez mais milhões
de pessoas. Em 1958 o número de vacinados atingiu uma cifra eleva-
díssima. Ora, sejamos lógicos. Se essa apregoada vacina fosse real-
mente eficaz, a incidência da moléstia em 1958 teria acusado uma di-
minuição em comparação com a de 1957." - Dr. Henry Young,

Médicos conscienciosos depõem

  "Se uma vacinação previne contra uma forma mórbida (coisa du-
vidosa, como iremos vendo), é lógico vacinarmo-nos contra cada uma
das infecções conhecidas. Duvido, porém, de que haja algum médico
que creia nessa possibilidade sem que disso resulte uma gràve altera-
ção da saúde ou a morte do paciente, ou que creia poder efetuar no
indivíduo uma verdadeira tarefa de saneamento. Poderemos chamar
são a um indivíduo que tenha introduzido no seu sangue todos os ví-
rus conhecidos, a título preventivo?" - Dr. Eduardo Alfonso.
  "Para os organismos naturalmente imunizados não são necessárias
as vacinas que, se muitas vezes são eficazes, outras muitas são peri-
gosas e mortais em suas fases negativas." - Dr. Tullio Chaves.
  Postula a Dra. Rosa Scolnikõ
<012>

78 A FLORA NACIONAL NA MEDICINA DOMÉSTICA


  "Ainda não se conseguiu demonstrar a eficácia das vacinas e, de-
mais, a maioria dos médicos conscienciosos afirmam que não são ino-
fensivas, de vez que produzem complicações mais ou menos graves, e
a própria morte, segundo a resistência dos organismos vacinados.
  "A vacinação obrigatória é um atentado contra a liberdade indivi-
dual e contra o direito natural. . .
  "Os que querem vacinar-se e revacinar-se, podem fazê-lo em boa
hora, porém respeitem aqueles que se opõem a um procedimento tão
anticientífico, perigoso e imoral.
  "Como explicar o aumento progressivo das enfermidades, apesar
de existirem tantos soros e vacinas? É que a imunidade (ou proteção)
que se adquire por meio das vacinas é artificial, ao passo que aqueles
que levam úma vida sã, possuem imunidade natural contra qualquer
infecção.
  "Os que desejam possuir imunidade natural contra as enfermida-
des infecciosas, devem manter puros os humores mediante uma vida
sã e uma alimentação racional, abstendo-se da carne, do álcool, do
fumo e de outros tóxicos. . .
  "Registraram-se, na Inglaterra, Holanda, China e outros países,
epidemias de encefalite consecutivas à vacinação antivariólica, com
elevado índice de mortalidade. Em nosso país (Argentina) também fo-
ram denunciados muitos casos semelhantes.
  "Está comprovado que qualquer infecção latente, de maneira es-
pecial a tuberculose, pode ser despertada pela vacinação...
  "Na Inglaterra, onde médicos imparciais denunciam severamente
as mortes resultantes da aplicação de vacinas, comprovou-se que, 'en-
qõõanto morreram, em 24 anos, 106 crianças em conseqiíência da va-
ríola, faleceram, no mesmo período, outras 265 crianças em resultado
da vacinação'.
  "Em base das estatísticas publicadas, chegamos à conclusão de
rõõie, nos países em que prevalecem cleficientes condições de higiene,
há elevada mortalidade motivada pela varíola, apesar da vacinação
ohrigatória.
  "Por outro lado, os países que mantêm excelentes condições sani-
tárias, e onde não existe vacinação obrigatória, conhecem mui poucos
casos de varíola.
  "Essa é a melhor próva da pouca eficácia da vacina e da grande
importância das condições higiênicas em que se vive.

O VALOR DA IMUNIDADE... 79


  "O mesmo podemos dizer a respeito da vacinação antidiftérica, a
qual, além de desnecessária, é ineficaz e perigosa.

  "Na França, Grécia, I nglaterra e outros países foram denunciados
numerosíssimos casos de crianças que, vacinadas, tiveram difteria.
Em nosso país (Argentina) está-se fazendo outro tanto por parte dos
médicos conscienciosos. As crianças vacinadas, que adoecem apesar
da vacina, apresentam formas de evolução grave, com sérias compli-
caçõŠs. Muitas enfermam e morrem em resultado da própria vacina.

  "Em vista dos seus fracassos e perigos, os médicos sinceros lutam
para que seja abolida a obrigatoriedade da vacinação antidiftérica,
pois que a consideram antinatural e anticientífica.

  "Não há dúvida de que, na questão das vacinas, se cometeram e
ainda se cometem verdadeiros crimes que permanecem impunes, em
nome da falsa ciência.
  "Há não muito tempo acreditava-se haver encorítrado uma vacina
para prevenir a tuberculose. Pois bem. Essa vacina foi aplicada com
resultados desastrosos em Medellín (Colômbia), Madrid, Sofia e Lübeck.
Nesta última cidade alemã, de 251 crianças vacinadas morreram 73 e
adoeceram gravemente outras 106.
  "As verdades científicas devem ser demonstradas por meio de fa-
tos, coisa que ainda não se conseguiu fazer em favor das vacinas.
  "Desapareceram graves enfermidades, como, por exemplo, a febre
amarela, do Rio de laneiro, Guayaquil e Panamá, sem o uso de vaci-
nas. Como se eonseguiu isso? Pondo, simplesmente, essas cidades
em devidas condições sanitárias..."
  Ensina o Dr. Adr. Vander:
  "Surgiram numerosos específicos antissépticos, vacinas, soros, an-
titoxinas, etc. É, porém, evidente que se cometeram muitos erros ao
sustentar a equivocada concepção de que os micróbios são a causa
fundamental das enfermidades. Esta espécie de dogma, fortalecido por
resultados verdadeiramente positivos, obtidos com algumas vacinas e
soros, fez com que fosse aceito como bom por quase todo o mundo.
Porém, o certo é que o problema continua sem solução, e a humani-
dade continua tão enferma como antes. Em alguns casos, estes remé-
dios conseguem objetivamente cortar o processo de infecção ou evitar
seu desenvolvimento, mas não promovem a verdadeira cura do enfer-
mo na forma que nós concebemos, porque, ficando substâncias mor-
<012>

80 A FLORA NACIONAL NA MEDICI'NA DOMÉSTICA

bosas no organismo, facilmente se produz outra classe de infecção ou
se desenvolvem enfermidades crônicas...
  "A divulgação da vacina, dos soros, dos antitóxicos, etc., desvia a
humanidade do verdadeiro sistema de profilaxia e cura. Mediante as
vacinas, etc., procurou-se evitar as enfermidades, ou seja, criar no
corpo uma defesa artificial contra as infecções. Mas esta defesa arti-
ficial, chamada imunidade, tem os inconvenientes de encher o corpo
de impurezas. Demais, não é certa nem duradoura esta defesa, de
maneira que o indivíduo deveria vacinar-se periodicamente, isto é, in-
toxicar-se a miúdo, tomando vacinas contra varíola, a gripe, a tuber-
culose, o tifo, a sífilis, e um grande número de outras enfermidades,
o que seria impossível, porque o organismo não poderia suportar tan-
tas vacinas.
  "A única e verdadeira imunidade ou defesa natural contra as en-
fermidades infecciosas é a pureza dos humores do corpo e o bom fun-
cionamento de todos os órgãos.
  "Esta se consegue vivendo de acordo com as leis da natureza.
Quanto ao esforço da medicina para matar os micróbios no organismo
mediante medicamentos, isto é perigoso, porque não é possível destruí-
-los sem destruir ou prejudicar os próprios tecidos do corpo."
  Vamos, em seguida, dar a palavra ao Dr. M. D. Smith:
  "Voltando-nos para a moderna loucura da imunização pela vaci-
nação, que é um característico tão marcante da prática médica ho-
dierna, encontramos uma tentativa para salvaguardar as vítimas de en-
fermidades, introduzindo-se deliberadamente em seus organismos pro-
dutos de enfermidades procedentes de animais envenenados. Chama-
-se a isso 'medicina preventiva' e considera-se como sendo do mais
salutar valor higiênico. Em resultado, essas substâncias, de corpos de
animais, muito se parecem com as substâncias usadas na feitiçaria-
os amuletos que os curandeiros das tribos selvagens supõem servir de
proteção à saúde. Em ambos os casos há superstição e temor da en-
fermidade, somente que a forma de superstição médica é denominada
científica, ao passo que a forma selvagem é escarnecida como man-
dinga. Todavia, a superstição dos selvagens causa bem menos prejuí-
zo que a moderna.
  "O uso da vacina no tratamento da varíola fez crer que venceria
esse terrível flagelo da humanidade. Parece ter base o argumento
apresentado de que desde quando se introduziu a vacina os casos de va-
O VALOR DA IMUNIDADE... 81

ríola diminuíram tanto que agora quase ninguém se preocupa com o
assunto. É verdade que os casos de varíola diminuíram de maneira
notável, mas devemos atribuir essa diminuição à vacina? Também a
cólera, há um século, era um dos maiores assassinos, e agora é muito
rara, e isso sem vacina. O verdadeiro motivo da diminuição dessas
enfermidades é que elas somente podem proliferar sob condições de
vida sem higiene, e é por causa dos métodos de vida largamente aper-
feiçoadosões na maioria dos países civilizados, que essas enfermidades se
tornaram tão raras."
  Com respeito aos tão blasonados preventivos contra as doenças,
escreve o Dr. Howard William Hay:
  "Não temos uma prova real em favor da alardeada eficácia de
qualquer forma de antitóxico, ou vacina, ou soro. Depois de alguém
estar vacinado ou depois de receber soro e estar imunizado, destruí-
mos a única prova que seria válida; porque não podemos saber se essa
pessoa que recebeu vacina ou soro iria ou não contrair a enfermidade
na ausênciá da assim chamada 'proteção'. Se, porém, uma pessoa
que recebeu vacina ou soro contrai a enfermidade contra a qual foi
supostamente protegida, não é bem evidente que tal 'proteçãó é sem
valor? É certo, e todos nós sabemos, que se contraem enfermidades
contra as quais se está supostamente imunizado.
  "Não foram nossos jovens completamente protegidos no exército?
Estavam fisicamente aptos ao ingressarem no exército, pelo contrário
não poderiam ter passado nas bancas examinadoras; foram completa-
mente, sim, 'completamente' imunizados contra a febre tifóide, a me-
ningite, a pneumonia, a influenza; no entanto, morreram como moscas,
não na linha de fogo, mas justamente aqui, em casa, nos campos de
agrupamento, onde estavam rodeados da mais fina precaução sanitária
que a ciência podia imaginar; e não somente morreram, mas morre-
ram justamente das doenças contra as quais foram supostamente imu-
nizados.
  "Duvidais dessas declarações? Examinai, pois, os registros de ca-
da acantonamento do país (EEUU) durante a concentração do exérci-
to, e vede vós mesmos se isso é ou não verdade. O índice de morta-
lidade devida à pneumonia e influenza, foi simplesmente de abalar,
e em alguns campos atingiu quatro ou cinco vezes a proporção entre
os civis, considerados débeis e inaptos para ir à guerra e que não
obtiveram os benefícios da imunização.
<012>

82 A FLORA NACIONAL NA MEDICINA DOMÉSTICA

  "As verdadeiras cifras relativas à vacinação contra a varíola nunca
foram reveladas ao público, mas podem ser vistas nos arquivos dos
vários departamentos do exército como também do governo, se al-
guém quiser vê-los. Se ao menos fosse de conhecimento geral o rela-
tório da vacinação nas Filipinas, acabar-se-ia a vacinação em todo o
país, pelo menos entre os que são capazes de ler e pensar por si mes-
mos. Após três anos de vacinação a mais rigorosa, quando quase to-
do homem moreno havia sido vacinado de uma a seis vezes, grassou
lá á mais severa epidemia de varíola que aquelas ilhas jamais haviam
visto, com um índice de mortalidade de quase 60% em certos lugares,
causando um total de muito mais de sessenta mil mortos. Já havíeis
ouvido falar disso? Não! seguramente. Entretanto, tais relatórios,
exatamente, se encontram nos arquivos do governo (dos Estados Uni-
dos) ."
  É um fato que no país onde se insiste na vacinação compulsória,
a intervalos regulares, como por exemplo no Japão, há mais varíola do
que nos países em que essa prática não étão estritamente imposta,
como na Alemanha e na Inglaterra.
  Diz o Dr. M. D. Smith:
  "Quando o organismo se acha envenenado pela infecção da va-
ríola, prepara-se logo para uma extensa e completa limpeza fisiológica
da 'casa'. Os órgãos eliminadores do corpo têm uma obra especial a
fazer. Mormente a pele, devido à sua grande superfície, é um meio
seguro para a elimiõação, e, juntamente com a membrana mucosa,
faz grande parte desse trabalho. Há uma cordial e natural cooperação
de todas as partes do organismo, como se vê pela elevação da tempe-
ratura, pelo aumento da circulação do sangue e por outras manifesta-
ções anormais. Grande soma de trabalho deve ser feita e, para tanto,
o organismo faz ampla preparação. O organismo todo, tendo sido en-
venenado, tem como único alvo a purificação.
  "A ciência médica alega que as campanhas de imunização contra
a difteria e o uso de antitoxinas quase desarraigaram essa doença. De
nossa parte afirmamos que a febre escarlatina também foi grandemen-
te reduzida e isso sem imunizaõão. Além disso, essa redução natural
dos casos de difteria foí mais assinalada nos países onde não havia
imunização compulsória do que nos lugares onde a imunização era
imposta por lei."
  Afirma, ainda, o Dr. Henry Young:

O VALOR DA IMUNIDADE.. 83


  "Uma diminuição, mesmo brusca, na incidência de uma outra
moléstia, pode não ser significante. As doenças costumam agir assim,
com vacinas ou sem elas. Sem ter as cifras exatas aqui à minha fren-
te, lembro-me de que, uns dois anos antes do advento da Salk, a inci-
dência da pólio no Rio baixou até uns 90 casos contra uns 500 do ano
anterior. Sem vacina e sem os médicos saberem porque. O que é
significativo é um aumento de incidência em face a um aumento no
número de pessoas vacinadas. E é exatamente isso que se verificou
em 1958 (com a Salk)."
  Infelizmente o público é, muitas vezes, vítima da falsa propagan-
da, como mostrará a declaração feita há alguns anos pelo Dr. J. F.
Baldwin, diante da Associação Médica de Ohio:
  "O tratamento de enfermidades ou sua 'prevenção por antitoxinas,
soros e vacinas, acha-se em grande parte em estágio experimental,
com sérias dúvidas acerca do valor da vasta maioria, Infelizmente,
muita literatura a esse respeito, inclusive estatísticas, é fornecida por
fabricantes, que acima de tudo estão interessados no aspecto financei-
ro de sua produção."
  A introdução de matérias estranhas no organismo humano, espe-
cialmente no corpo de uma criança, é um erro, e, em muitos casos, é
prenhe de sérios perigos.
  A enfermidade é simplesmente um esforço deste maravilhoso me-
canismo, chamado corpo humano, para expelir as matérias estranhas e
inassimiláveis. Assim sendo, o método racional de tratar enfermida-
des não consiste em acrescentar mais venenos ao organismo, mas em
prover todo o auxílio possível aos órgãos de eliminação, como sejam
os pulmões, a pele, os rins e os intestinos, sendo, assim, removidas,
dentro do prazo o mais breve possível, as toxinas do organismo, as
qõiais se tenham manifestado, resultando em uma ou outra enfermida-
de.
  Oõiviremos ainda o Dr. M. D. Smith:
  "O que acontece, por exemplo, quando alguém é vacinado contra
a varíolaõ O vírus vivo da moléstia é introduzido na circulação do
sangue. Pouco depois o braço começa a inchar enormemente, vem
fehre, dor de cabeça, perda de apetite, e algumas vezes surgem sinto-
mas alarmantes, que podem ser fatais. Muitas mortes têm ocorrido
entre crianças, só por essa causa. Suponhamos, porém, que nenhum
mal visível se produza. Isso não é evidência alguma de que não fo-
<012>

84 A FLORA NACIONAL NA MEDICINA DOMÉSTICA

ram postas bases para outras doenças. Muitos pais vos dirão que seus
filhos não vão bem desde que foram vacinados. Nunca foram doen-
tes, mas, desde então, vão mal de saúde. O que significa isso? Sig-
nifica que há órgãos fracos no corpo, e que a vitalidade enfraqueceu
pela vacinação. Por essa razão as crianças são mais suscetíveis às
doenças eruptivas, como a escarlatina, o sarampo, etc. Ocorrendo
epidemias, a mortalidade é bem maior onde houve vacinação sistemá- :
tica. Segue-se, pois, que, com esse sistema, nós nos esquivamos de
um revólver de brinquedo para sermos mortos por um tiro de canhão.
  "O meio mais seguro e melhor para escaparmos da varíola é vi-
vermos e inculcarmos regras e regulamentos sanitários, ... é assegurar-
mos e mantermos a imunidade natural por uma vida em harmonia
com as leis da natureza."
  Muitas autoridades médicas afirmam que as doenças não podem
atacar tecidos sadios. O Dr. J. H. Kellog escreve:
  "As células vivas resistem aos ataques dos microrganismos. Uma
maçã ou batata cruas permanecem intactas durante meses, ao passo
que uma maçã ou batata cozidas em poucos dias estão bem cobertas
de mofo e se encontram em ativo estado de fermentação e de mudan-
ça destrutiva. As células vivas resistem aos germes."

  Ele alega, outrossim, que os germes postos no repolho cozido se
  multiplicam enormemente, enquanto diminuem no repolho cru.

  Um dos nossos maiores problemas é aprendermos a promover a
  imunidade natural do nosso corpo.
  Devemos, em resumo, ter em mente o seguinte:
  1. A superfície da pele e a da membrana mucosa não permitirão
  a entrada de germes no corpo, se as células da pele e da mucosa se
  conservarem em estado normal. Seu poder defensivo enfraquece pela
  deficiência em vitaminas.
  2. Sob condições normais, a saliva contém substâncias que ini-
  bem a proliferação dos germes.
  3. Devido à presença de ácido clorídrico, o suco gástrico é um
  forte desinfetante.
  4. As bactérias proliferam em meio ácido, ao passo que o meio
  alcalino Ihes impede a multiplicação. Conservando os tecidos, inclu-
sive o sangue, com alcalinidade suficiente, combatemos as bactérias.

  5. O sangue contém substâncias que impedem a multiplicação
dos germes.

  
O VALOR DA I MU N I DADE
  ~
N AT U RA L E A I M U N I ZAõ AO
ARTIFICIAL

  Como a imunidade natural depende obrigatoriamente da Higiene,
é por aí que vamos iniciar nossas explicações.
  A Higiene tem por alvo proporcionar ao nosso corpo grande soli-
dez, fazendo com que nossos órgãos funcionem perfeitamente, com
capacidade bastante para enfrentar as vicissitudes que o mundo físico
nos impõe. A Higiene ensina que podemos adquirir resistência aos es-
tados mórbidos mediante uma revisão dos nossos hábitos e uma re-
construção das nossas células e tecidos, pois que a doença, sendo
uma desordem funcional e estrutural, pode e deve ser evitada. Os fa-
tores dessa desordem podem ser internos ou externos, e se um dos ór-
gãos se acha afetado por ela, todo o organismo se ressente dessa si-
tuação anormal, que se chama enfermidade.
  A Higiene não cuida de um órgão apenas; seu alvo é o corpo to-
do. Seus propósitos se orientam no sentido de afastaras causas dege-
nerativas que estão em ação. Seu objetivo máximo não é o indiví-
duo; é a coletividade. E se cuida daquele é por amor desta, que o
reclama para o seu seio e que se vê por ele ameaçada.
  A Higiene ensina que as doenças, sendo evitáveis, devem ser evi-
tadas. Curar significa, para a Higiene, remover as causas das doen-
ças. A terapêutica constitui, não a sua principal arma de combate,
  mas uma das suas múltiplas modalidades de ação.
  Múltiplos exemplos comprovam que, ao passo que a Medicina
  ainda se encontra longe do seu alvo: diminuiros padecimentos do
  doente, a Higiene já se encontra muito perto da sua finalidade máxi-
  ma: evitar as doenças.
  [70)

  Graças à observãncia das regras elementares de asseio e à morali-
zação dos costumes, a sífilis, doença infectiva das mais graves, que os
europeus conhecóram já no século XV, quando, em 30 anos de atua-
ção violenta, devastou todas as populações do mundo, perdeu o seu
caráter de infectuosidade difusiva.

  A varíola, trazida à Europa pelos árabes e difundida pelas Cruza-
das, era um dos maiores males da humanidade, a ponto de levar Vol-
taire a preocupar-se com os destinos da espécie humana. Hoje, gra-
ças às regras da Higiene, ninguém mais necessita ter varíola.

  A peste negra, que impôs à Inglaterra o sacrifício da metade da
sua população, e custou ao mundo 42 milhões deóbitos no tempo de
Clemente VI, deixou, graças às regras de limpeza, os países mais civi-
lizados, só existindo em Hong-Kong, donde ainda não foi erradicada.
  A febre amarela, a malária, o tifo, a cólera, todas essas grandes
doenças da antiguidade, recuaram ao avanço da civilização, que im-
pôs regras de profilaxia.
  Embora a Higiene ainda não tenha alcançado a felicidade a que
aspira, visto como a mesma depende de fatores múltiplos, alguns dos
quais escapam às raias de sua ação, ela está ganhando terreno na
conquista da maior ventura ambicionada, que é a boa saúde para tan-
tos quantos Ihe praticam os princípios fundamentais.

  Agora que já temos ligeira noção do valor da Higiene, como cau-
sa, vamos falar da imunidade natural, como efeito.

  O doutor Alexis Carrel, do Instituto Rockefeller, em seu livro "O
Homem, Esse Desconhecido", diz que existem duas espécies de saúde
e imunidade: uma natural e outra artificial; e que até esta data a in-
clinação da ciência médica tem sido para a artificial, e que a Medici-
na tem seguido o caminho mais fácil em formar uma saúde artificial
por meio do uso de produtos farmacêuticos, drogas, soros, antitóxi-
cos, técnica hospitalar, etc.

  Diz ele que devemos aprender o segredo da imunidade natural
para com a doença e que o futuro progresso da Medicina não virá
através de hospitais melhores ou através de mais e melhores produtos
farmacêuticos, mas, sim, mediante o termos um organismo sadio,
imune contra as infecções e mediante a prevenção contra as enfermi-
dades degenerativas. Por exemplo, em vez de ministrarmos ao ho-
<012>

72 A FLORA NACIONAL NA MEDICINA DOMÉSTICA

mem um substituto para a secreção de alguma glândula devíamos des-
cobrir um meio de fazer a mesma glândula segregar seus próprios hor-
mônios.
  Eis uma notável declaração, de vez que procede de alguém que
se encontra em tão elevada reputação no mundo científico, mas, infe-
lizmente, tem pouco valor para a corrente médica do mundo. Cien-
tistas médicos continuam dobrando seus esforços para produzir novos
e mais aperfeiçoados soros antitóxicos, vacinas, drogas, etc., que, su-
põem, deverão trazer saúde.


Os Soros

  Injeta-se, num animal, um antígeno, uma vacina, uma toxina,
etc., em doses progressivas. No organismo do animal vão-se forman-
do antitoxinas. O animal está imunizado. Seu sangue contém anti-
corpos. Extrai-se o sangue do animal, separam-se os glóbulos verme-
Ihos, e aproveita-se o soro cheio de anticorpos. O soro, devidamente
preparado e acondicionado em ampolas, injeta-se no homem para
transmitir-Ihe parte da imunidade do animal. Esta é a teoria da soro-
terapia.
  Um dos inconvenientes do uso do soro a título meramente pre-
ventivo é o enfraquecimento das imunidades naturais. Passado o efei-
to imunizante do soro, desaparece a imunidade artificial; e a im.unida-
de natural é menor do que antes, não só contra a enfermidade para a
qual foi aplicado o soro preventivo, mas também contra todas as ou-
tras enfermidades.
  Outro inconveniente são as impurezas introduzidas no organismo,
as quais atraem os micróbios de outras doenças.


As Vacinas


  O corpo animal é dotado da capacidade de defender-se a si mes-
mo contrá a doença, pela fagocitose e pela formação de anticorpos.
Neste princípio se baseia tanto a medicina alópata como a naturista.
  Os germes patogênicos que, pelos seus produtos tóxicos, provo-
cam a mobilização das defesas do organismo infectado, chamam-se
antígenos. E as antitoxinas produzidas no corpo, em presença das to-
xinas, chamam-se anticorpos.

O VALOR DA IMUNIDADE... 73


  A capacidade que todo organismo tem, em menor ou maior grau,
de defender-se a si mesmo, chama-se imunidade natural.
  A mediciná moderna infelizmente tende a desprestigiar a imunida-
de natural, dando mais importância à chamada imunidade adquirida,
mediante soros e vacinas.
  A vacina é o próprio micróbio da doença, ou suas toxinas, inocu-
lados no organismo humano, para obrigar o organismo a formar suas
defesas contra as toxinas desse micróbio, e pôr-se assim em condições
de reagir contra um possível ataque do mesmo micróbio, em larga es-
cala, dentro de um futuro relativamente próximo. Há vários tipos de
vacinas, como sejam:
  1. Vacina com germes mortos;
  2. Vacina com germes vivos, porém de virulência atenuada, por
  serem cultivados em ambiente desfavorável ao seu desenvol-
  vimento;
  3. Vacina com toxinas de germes.
  A vacinoterapia baseia-se no argumento segundo o qual um ata-
que maisou menos brando, da parte de um micróbio, ou da parte das
suas toxinas, faz com que o organismo humano fique, por assim di-
zer, treinado, habilitado, preparado para enfrentar um possível ataque
mais forte, posteriormente.
  Também essa prática tem seus aspectos negativos, já porque as
reaçõesvariam muito de uma pessoa para outra, já porque nem sem-
pre a virulência da vacina é bem controlada, já por outras razões.
  Se a vacina é fraca, a chamada imunidade adquirida é insuficien-
te para repelir um posterior ataque microbiano mais forte da mesma
doença. Se é forte, pode trazer sérios transtornos. Pode provocar a
própria doença contra a qual a vacina se destina a "imunizar" a pes-
soa, ou pode provocar um mal mais ou menos diferente, de vez que
o micróbio da vacina sofreu modificação no ambiente desfavorável
em que foi cultivado, e que, juntamente com o micróbio, podem in-
troduzir-se sujidades nocivas. E pode, também, a vacina acarretar a
morte da pessoa.
  Bernard Shaw traz as seguintes objeções:
  "As complicações não terminam com a inoculação. Há ainda a
questão das condições do paciente. As descobertas de Sir Almorth
Wright serviram para mostrar que os terríveis resultados que conduzi-
ram à apressada suspensão do uso, em 1894, da tuberculina de Koch,
<012>

74 A FLORA NACIONAL NA MEDICINA DOMÉSTICA

não haviam sido acidentes, mas fenômenos perfeitamente metódicos e
ordenados que se seguiam às injeções de vacinas perigosamente fortes
no momento impróprio, reforçando a doença em vez de estimular a
resistência orgânica. . .

  "Os resultados da vacinação. . . nos piores dos casos se confundem
com as mais temidas e perigosas doenças. E os médicos, para defen-
derem o crédito da vacina, acusam os doentes ou os pais destes de
terem contraído a doença independentemente da inoculação, desculpa
que, naturalmente, não faz a família mais resignada, e conduz a recri-
minações públicas nas quais os doutores, esquecendo tudo, menos a
briga do momento, pretendem ingenuamente desculpar-se, admitindo
e mesmo salientando como um ponto de sua defesa, que muitas vezes
é impossível distinguir a moléstia produzida pela vacina, da moléstia
que acusaram o paciente de ter contraído." - O Dilema do Médico
  ,
págs. 28, 29.

  A relativa "imunização" adquirida contra um tipo de micróbio
mediante a vacina, não deixaria o indivíduo imunizado contra todos
os tipos de micróbios. E, pois, teria que "imunizar-se" contra todas
as enfermidades para as quais há vacinas. E teria que repetir a vaci-
nação periodicamente, pois a "imunidade" adquirida artificialmente
duraria pouco tempo. Mas quem é o indivíduo que suportaria tanta
vacina?

  No terreno da vacinoterapia, na luta contra os invasores, muitos
soldados da defesa - os glóbulos brancos - morrem no campo de
batalha; os líquidos do organismo e seus vasos ficam cheios de impu-
rezas; alguns órgãos podem ser afetados; as defesas naturais se enfra-
quecem; etc. O indivíduo está, mais do que antes, sujeito a toda en-
fermidade, principalmente àquelas para as quais não houve "imuniza-
ção" artificial.

  A vacina, outrossim, em vez de provocar a formação de "imuni-
dades" no organismo, pode, em muitos casos, favorecer o apareci-
  mento da doença contra a qual deveria combater. Se um indivíduo é
  vacinado contra uma enfermidade quando está em vias de receber, ou
  quando começa a receber, um ataque microbiano maciço da mesma
  enfermidade, o organismo recebe dois ataques ao mesmo tempo; e a
  vacina que deveria servir para o bem, serve para o mal.

O VALOR DA IMUNIDADE... 75

  Além disso, que garantia temos contra os possíveis erros, muitas
vezes fatais, na manipulação das vacinas? Não convém que ignore-
mos os fracassos.
  Vejamos apenas alguns exemplos:

O BCG (vacina contra a tuberculose)

  "Os estudos sobre a BCG sofreram, na sua fase inicial, forte aba-
lo, em virtude dos acidentes mortais verificados na Polônia, conheci-
dos por todos. Esse fato acarretou grande apreensão e as pesquisas
passaram a ser efetuadas com grande cautela, criando-se, assim,
graves obstáculos ao rápido desenvolvimento do novo processo de va-
cinação contra a tuberculose." - O Estado de S. Paulo, 3/11/57.
  "O BCG foi espalhado pela Europa e pela América. Nunca fal-
tam, porém, dissabores ao homem. É prova disto o lamentável desas-
tre de Li.ibeck, em que tantas crianças sucumbiram vítimas de um de-
plorável engano de laboratório." - Dr. Tullio Chaves.

Vacinas antidiftéricas


  "Logo depois da primeira grande guerra, apareceu numa pequena
cidade da França uma epidemia de difteria. O governo francês, como
era natural, mandou imediatamente médicos com injeções e vacinas
antidiftéricas, que, como é sabido, são feitas com soro de cavalo.
Tratadas logo as pessoas atingidas pŠla moléstia, algumas sararam,
mas outras, inclusive um garotinho, faleceram. Não morreram de
difteria e sim, todas da mesma forma, de choque. Os médicos fica-
ram alucinados, sem saber a que atribuir o fato, porquanto as vacinas
eram todas da mesma procedência. De indagação em indagação,
chegaram à conclusão de que as ditas pessoas, durante a guerra, ti-
nham comido carne de cavalo e a morte se dera por choque anafilático,
simplesmente." - O Estado de S. Paulo, 2/3/60.

A vacina anti-rábica


  "Muito mais grave do que se pensa e mais trágico ainda é o des-
conhecimento das autoridades públicas do Ceará sobre o número de
pessoas vacinadas com o chamado 'soro da morte'. Não é propriaõ
<012>

76 A FLORA NACIONAL NA MEDICINA DOMÉSTICA

mente soro, é vacina aplicada em adultos e menores mordidos por
cães. Vacina que teria sido adulterada, por responsabilidade ou irres-
ponsabilidade do fabricante, para levar a morte a centenas de famílias
cearenses..." - Diário da Noite, 30/11/1960.
  "O Governo do Rio Grande do Sul adota as medidas necessárias
para processar criminalmente os responsáveis pela produção de vaci-
nas anti-rábicas mal dosadas, e ainda para fechar o laboratório de. . .,
que as produzia.
  "O número de pessoas que morreram depois de receber a vacina
desequilibrada, numa repetição da ocorrência de Fortaleza, ascende a
seis, e não a onze, como se divulgara antes." - O Estado de 5. Paulo,
30/12/60.
  "Em um comunicado dado a público ontem (15/12/60), a Secreta-
ria da Saúde narra os acontecimentos que antecederam o falecimento,
na cidade de Amparo, de uma pessoa que estava recebendo tratamen-
to anti-rábico. . .
  "Afirma a seguir que o doente, adulto de 30 anos de idade, já re-
cebera um tratamento há três anos, apresentando comprometimento
do sistema nervoso após a aplicação de 11 injeções de vacina anti-rá-
bica. O fato de tratar-se de pessoa anteriormente submetida ao mes-
mo tratamento anti-rábico aumenta a probabilidade de hiper-sensibili-
dade adquirida devido à primeira aplicação...
  "Reações resultantes da hiper-sensibilidade à vacina anti-rábica
são conhecidas desde muito tempo, não sendo atribuídas à presença
do vírus da raiva, mas à inoculaçâo do tecido nervoso com o qual a
vacina é preparada, e geralmente regridem desde que seja suspensa a
aplicação de novas injeções." - O Estado de S. Paulo, 16/12/60.
  "Chegou-se. . . a crer que o recurso anti-rábico era capaz de im-
  pedir com toda a seguranõa que a hidrofobia se declarasse. Que se
  pensa agora sobre essa 'total segurança'? O médico espanhol Dr.
  Cardona Giral, cheio de experiências, pode dar-nos a resposta. Publi-
  cou este facultativo, em Medicina Práctica, Madrid, 23/9/1951, um
  estudo intitulado 'Fracassos e paradoxos dos tratamentos anti-rábicos',
  excelente página para pôr em dia a questão." - Arturo Capdevila, Re-
  visión Microbiaoa, pág. 52.

A vacina contra a poliomielite
  "Uma grande parte das substâncias utilizadas na fabricação de
uns 200 milhões de inoculações (da Vacina Salk) eram imprestáveis.

O VALOR DA IMUNIDADE... 77


fomo conseqüência, uma tentativa derradeira está sendoõfeita agora
para melhorar a qualidade da vacina. . . Muitos casos de paralisia õtêm
sido acusados em crianças que tinham recebido as três inoculações.
Parece iminente uma modificação drástica da vacina." - Time (revis-
ta americana), 19/1/1959.
  "Com o advento da Vacina Salk (nos primeiros anos de sua apli-
cação), a estatística oficial acusou uma diminuição na incidência da
paralisia infantil. Há motivos para isso. Por um lado, vale a pena ci-
tar o relatório da Organização Mundial de Saúde, publicado no )or-
nal da American Medical Association, 24/8/1957: 'Da mesma forma
que as outras doenças, os casos de poliomielite levados ao conheci-
mento das autoridades sanitárias geralmente representam apenas uma
fração dos casos realmente existentes'. Por outro lado, depois do
advento da Salk, a literatura médica logo começou a comentar o au-
mento na incidência de várias formas de meningite e outras doenças
'parecidas com a pólio'. A explicação é fácil... Dézenas de milhares
de casos que antes da Vacina Salk teriam sido diagnosticados como
pólio, foram agora rejeitados...
  "Desde 1955 vem-se aplicando a Salk em cada vez mais milhões
de pessoas. Em 1958 o número de vacinados atingiu uma cifra eleva-
díssima. Ora, sejamos lógicos. Se essa apregoada vacina fosse real-
mente eficaz, a incidência da moléstia em 1958 teria acusado uma di-
minuição em comparação com a de 1957." - Dr. Henry Young,

Médicos conscienciosos depõem

  "Se uma vacinação previne contra uma forma mórbida (coisa du-
vidosa, como iremos vendo), é lógico vacinarmo-nos contra cada uma
das infecções conhecidas. Duvido, porém, de que haja algum médico
que creia nessa possibilidade sem que disso resulte uma gràve altera-
ção da saúde ou a morte do paciente, ou que creia poder efetuar no
indivíduo uma verdadeira tarefa de saneamento. Poderemos chamar
são a um indivíduo que tenha introduzido no seu sangue todos os ví-
rus conhecidos, a título preventivo?" - Dr. Eduardo Alfonso.
  "Para os organismos naturalmente imunizados não são necessárias
as vacinas que, se muitas vezes são eficazes, outras muitas são peri-
gosas e mortais em suas fases negativas." - Dr. Tullio Chaves.
  Postula a Dra. Rosa Scolnikõ
<012>

78 A FLORA NACIONAL NA MEDICINA DOMÉSTICA


  "Ainda não se conseguiu demonstrar a eficácia das vacinas e, de-
mais, a maioria dos médicos conscienciosos afirmam que não são ino-
fensivas, de vez que produzem complicações mais ou menos graves, e
a própria morte, segundo a resistência dos organismos vacinados.
  "A vacinação obrigatória é um atentado contra a liberdade indivi-
dual e contra o direito natural. . .
  "Os que querem vacinar-se e revacinar-se, podem fazê-lo em boa
hora, porém respeitem aqueles que se opõem a um procedimento tão
anticientífico, perigoso e imoral.
  "Como explicar o aumento progressivo das enfermidades, apesar
de existirem tantos soros e vacinas? É que a imunidade (ou proteção)
que se adquire por meio das vacinas é artificial, ao passo que aqueles
que levam úma vida sã, possuem imunidade natural contra qualquer
infecção.
  "Os que desejam possuir imunidade natural contra as enfermida-
des infecciosas, devem manter puros os humores mediante uma vida
sã e uma alimentação racional, abstendo-se da carne, do álcool, do
fumo e de outros tóxicos. . .
  "Registraram-se, na Inglaterra, Holanda, China e outros países,
epidemias de encefalite consecutivas à vacinação antivariólica, com
elevado índice de mortalidade. Em nosso país (Argentina) também fo-
ram denunciados muitos casos semelhantes.
  "Está comprovado que qualquer infecção latente, de maneira es-
pecial a tuberculose, pode ser despertada pela vacinação...
  "Na Inglaterra, onde médicos imparciais denunciam severamente
as mortes resultantes da aplicação de vacinas, comprovou-se que, 'en-
qõõanto morreram, em 24 anos, 106 crianças em conseqiíência da va-
ríola, faleceram, no mesmo período, outras 265 crianças em resultado
da vacinação'.
  "Em base das estatísticas publicadas, chegamos à conclusão de
rõõie, nos países em que prevalecem cleficientes condições de higiene,
há elevada mortalidade motivada pela varíola, apesar da vacinação
ohrigatória.
  "Por outro lado, os países que mantêm excelentes condições sani-
tárias, e onde não existe vacinação obrigatória, conhecem mui poucos
casos de varíola.
  "Essa é a melhor próva da pouca eficácia da vacina e da grande
importância das condições higiênicas em que se vive.

O VALOR DA IMUNIDADE... 79


  "O mesmo podemos dizer a respeito da vacinação antidiftérica, a
qual, além de desnecessária, é ineficaz e perigosa.

  "Na França, Grécia, I nglaterra e outros países foram denunciados
numerosíssimos casos de crianças que, vacinadas, tiveram difteria.
Em nosso país (Argentina) está-se fazendo outro tanto por parte dos
médicos conscienciosos. As crianças vacinadas, que adoecem apesar
da vacina, apresentam formas de evolução grave, com sérias compli-
caçõŠs. Muitas enfermam e morrem em resultado da própria vacina.

  "Em vista dos seus fracassos e perigos, os médicos sinceros lutam
para que seja abolida a obrigatoriedade da vacinação antidiftérica,
pois que a consideram antinatural e anticientífica.

  "Não há dúvida de que, na questão das vacinas, se cometeram e
ainda se cometem verdadeiros crimes que permanecem impunes, em
nome da falsa ciência.
  "Há não muito tempo acreditava-se haver encorítrado uma vacina
para prevenir a tuberculose. Pois bem. Essa vacina foi aplicada com
resultados desastrosos em Medellín (Colômbia), Madrid, Sofia e Lübeck.
Nesta última cidade alemã, de 251 crianças vacinadas morreram 73 e
adoeceram gravemente outras 106.
  "As verdades científicas devem ser demonstradas por meio de fa-
tos, coisa que ainda não se conseguiu fazer em favor das vacinas.
  "Desapareceram graves enfermidades, como, por exemplo, a febre
amarela, do Rio de laneiro, Guayaquil e Panamá, sem o uso de vaci-
nas. Como se eonseguiu isso? Pondo, simplesmente, essas cidades
em devidas condições sanitárias..."
  Ensina o Dr. Adr. Vander:
  "Surgiram numerosos específicos antissépticos, vacinas, soros, an-
titoxinas, etc. É, porém, evidente que se cometeram muitos erros ao
sustentar a equivocada concepção de que os micróbios são a causa
fundamental das enfermidades. Esta espécie de dogma, fortalecido por
resultados verdadeiramente positivos, obtidos com algumas vacinas e
soros, fez com que fosse aceito como bom por quase todo o mundo.
Porém, o certo é que o problema continua sem solução, e a humani-
dade continua tão enferma como antes. Em alguns casos, estes remé-
dios conseguem objetivamente cortar o processo de infecção ou evitar
seu desenvolvimento, mas não promovem a verdadeira cura do enfer-
mo na forma que nós concebemos, porque, ficando substâncias mor-
<012>

80 A FLORA NACIONAL NA MEDICI'NA DOMÉSTICA

bosas no organismo, facilmente se produz outra classe de infecção ou
se desenvolvem enfermidades crônicas...
  "A divulgação da vacina, dos soros, dos antitóxicos, etc., desvia a
humanidade do verdadeiro sistema de profilaxia e cura. Mediante as
vacinas, etc., procurou-se evitar as enfermidades, ou seja, criar no
corpo uma defesa artificial contra as infecções. Mas esta defesa arti-
ficial, chamada imunidade, tem os inconvenientes de encher o corpo
de impurezas. Demais, não é certa nem duradoura esta defesa, de
maneira que o indivíduo deveria vacinar-se periodicamente, isto é, in-
toxicar-se a miúdo, tomando vacinas contra varíola, a gripe, a tuber-
culose, o tifo, a sífilis, e um grande número de outras enfermidades,
o que seria impossível, porque o organismo não poderia suportar tan-
tas vacinas.
  "A única e verdadeira imunidade ou defesa natural contra as en-
fermidades infecciosas é a pureza dos humores do corpo e o bom fun-
cionamento de todos os órgãos.
  "Esta se consegue vivendo de acordo com as leis da natureza.
Quanto ao esforço da medicina para matar os micróbios no organismo
mediante medicamentos, isto é perigoso, porque não é possível destruí-
-los sem destruir ou prejudicar os próprios tecidos do corpo."
  Vamos, em seguida, dar a palavra ao Dr. M. D. Smith:
  "Voltando-nos para a moderna loucura da imunização pela vaci-
nação, que é um característico tão marcante da prática médica ho-
dierna, encontramos uma tentativa para salvaguardar as vítimas de en-
fermidades, introduzindo-se deliberadamente em seus organismos pro-
dutos de enfermidades procedentes de animais envenenados. Chama-
-se a isso 'medicina preventiva' e considera-se como sendo do mais
salutar valor higiênico. Em resultado, essas substâncias, de corpos de
animais, muito se parecem com as substâncias usadas na feitiçaria-
os amuletos que os curandeiros das tribos selvagens supõem servir de
proteção à saúde. Em ambos os casos há superstição e temor da en-
fermidade, somente que a forma de superstição médica é denominada
científica, ao passo que a forma selvagem é escarnecida como man-
dinga. Todavia, a superstição dos selvagens causa bem menos prejuí-
zo que a moderna.
  "O uso da vacina no tratamento da varíola fez crer que venceria
esse terrível flagelo da humanidade. Parece ter base o argumento
apresentado de que desde quando se introduziu a vacina os casos de va-
O VALOR DA IMUNIDADE... 81

ríola diminuíram tanto que agora quase ninguém se preocupa com o
assunto. É verdade que os casos de varíola diminuíram de maneira
notável, mas devemos atribuir essa diminuição à vacina? Também a
cólera, há um século, era um dos maiores assassinos, e agora é muito
rara, e isso sem vacina. O verdadeiro motivo da diminuição dessas
enfermidades é que elas somente podem proliferar sob condições de
vida sem higiene, e é por causa dos métodos de vida largamente aper-
feiçoadosões na maioria dos países civilizados, que essas enfermidades se
tornaram tão raras."
  Com respeito aos tão blasonados preventivos contra as doenças,
escreve o Dr. Howard William Hay:
  "Não temos uma prova real em favor da alardeada eficácia de
qualquer forma de antitóxico, ou vacina, ou soro. Depois de alguém
estar vacinado ou depois de receber soro e estar imunizado, destruí-
mos a única prova que seria válida; porque não podemos saber se essa
pessoa que recebeu vacina ou soro iria ou não contrair a enfermidade
na ausênciá da assim chamada 'proteção'. Se, porém, uma pessoa
que recebeu vacina ou soro contrai a enfermidade contra a qual foi
supostamente protegida, não é bem evidente que tal 'proteçãó é sem
valor? É certo, e todos nós sabemos, que se contraem enfermidades
contra as quais se está supostamente imunizado.
  "Não foram nossos jovens completamente protegidos no exército?
Estavam fisicamente aptos ao ingressarem no exército, pelo contrário
não poderiam ter passado nas bancas examinadoras; foram completa-
mente, sim, 'completamente' imunizados contra a febre tifóide, a me-
ningite, a pneumonia, a influenza; no entanto, morreram como moscas,
não na linha de fogo, mas justamente aqui, em casa, nos campos de
agrupamento, onde estavam rodeados da mais fina precaução sanitária
que a ciência podia imaginar; e não somente morreram, mas morre-
ram justamente das doenças contra as quais foram supostamente imu-
nizados.
  "Duvidais dessas declarações? Examinai, pois, os registros de ca-
da acantonamento do país (EEUU) durante a concentração do exérci-
to, e vede vós mesmos se isso é ou não verdade. O índice de morta-
lidade devida à pneumonia e influenza, foi simplesmente de abalar,
e em alguns campos atingiu quatro ou cinco vezes a proporção entre
os civis, considerados débeis e inaptos para ir à guerra e que não
obtiveram os benefícios da imunização.
<012>

82 A FLORA NACIONAL NA MEDICINA DOMÉSTICA

  "As verdadeiras cifras relativas à vacinação contra a varíola nunca
foram reveladas ao público, mas podem ser vistas nos arquivos dos
vários departamentos do exército como também do governo, se al-
guém quiser vê-los. Se ao menos fosse de conhecimento geral o rela-
tório da vacinação nas Filipinas, acabar-se-ia a vacinação em todo o
país, pelo menos entre os que são capazes de ler e pensar por si mes-
mos. Após três anos de vacinação a mais rigorosa, quando quase to-
do homem moreno havia sido vacinado de uma a seis vezes, grassou
lá á mais severa epidemia de varíola que aquelas ilhas jamais haviam
visto, com um índice de mortalidade de quase 60% em certos lugares,
causando um total de muito mais de sessenta mil mortos. Já havíeis
ouvido falar disso? Não! seguramente. Entretanto, tais relatórios,
exatamente, se encontram nos arquivos do governo (dos Estados Uni-
dos) ."
  É um fato que no país onde se insiste na vacinação compulsória,
a intervalos regulares, como por exemplo no Japão, há mais varíola do
que nos países em que essa prática não étão estritamente imposta,
como na Alemanha e na Inglaterra.
  Diz o Dr. M. D. Smith:
  "Quando o organismo se acha envenenado pela infecção da va-
ríola, prepara-se logo para uma extensa e completa limpeza fisiológica
da 'casa'. Os órgãos eliminadores do corpo têm uma obra especial a
fazer. Mormente a pele, devido à sua grande superfície, é um meio
seguro para a elimiõação, e, juntamente com a membrana mucosa,
faz grande parte desse trabalho. Há uma cordial e natural cooperação
de todas as partes do organismo, como se vê pela elevação da tempe-
ratura, pelo aumento da circulação do sangue e por outras manifesta-
ções anormais. Grande soma de trabalho deve ser feita e, para tanto,
o organismo faz ampla preparação. O organismo todo, tendo sido en-
venenado, tem como único alvo a purificação.
  "A ciência médica alega que as campanhas de imunização contra
a difteria e o uso de antitoxinas quase desarraigaram essa doença. De
nossa parte afirmamos que a febre escarlatina também foi grandemen-
te reduzida e isso sem imunizaõão. Além disso, essa redução natural
dos casos de difteria foí mais assinalada nos países onde não havia
imunização compulsória do que nos lugares onde a imunização era
imposta por lei."
  Afirma, ainda, o Dr. Henry Young:

O VALOR DA IMUNIDADE.. 83


  "Uma diminuição, mesmo brusca, na incidência de uma outra
moléstia, pode não ser significante. As doenças costumam agir assim,
com vacinas ou sem elas. Sem ter as cifras exatas aqui à minha fren-
te, lembro-me de que, uns dois anos antes do advento da Salk, a inci-
dência da pólio no Rio baixou até uns 90 casos contra uns 500 do ano
anterior. Sem vacina e sem os médicos saberem porque. O que é
significativo é um aumento de incidência em face a um aumento no
número de pessoas vacinadas. E é exatamente isso que se verificou
em 1958 (com a Salk)."
  Infelizmente o público é, muitas vezes, vítima da falsa propagan-
da, como mostrará a declaração feita há alguns anos pelo Dr. J. F.
Baldwin, diante da Associação Médica de Ohio:
  "O tratamento de enfermidades ou sua 'prevenção por antitoxinas,
soros e vacinas, acha-se em grande parte em estágio experimental,
com sérias dúvidas acerca do valor da vasta maioria, Infelizmente,
muita literatura a esse respeito, inclusive estatísticas, é fornecida por
fabricantes, que acima de tudo estão interessados no aspecto financei-
ro de sua produção."
  A introdução de matérias estranhas no organismo humano, espe-
cialmente no corpo de uma criança, é um erro, e, em muitos casos, é
prenhe de sérios perigos.
  A enfermidade é simplesmente um esforço deste maravilhoso me-
canismo, chamado corpo humano, para expelir as matérias estranhas e
inassimiláveis. Assim sendo, o método racional de tratar enfermida-
des não consiste em acrescentar mais venenos ao organismo, mas em
prover todo o auxílio possível aos órgãos de eliminação, como sejam
os pulmões, a pele, os rins e os intestinos, sendo, assim, removidas,
dentro do prazo o mais breve possível, as toxinas do organismo, as
qõiais se tenham manifestado, resultando em uma ou outra enfermida-
de.
  Oõiviremos ainda o Dr. M. D. Smith:
  "O que acontece, por exemplo, quando alguém é vacinado contra
a varíolaõ O vírus vivo da moléstia é introduzido na circulação do
sangue. Pouco depois o braço começa a inchar enormemente, vem
fehre, dor de cabeça, perda de apetite, e algumas vezes surgem sinto-
mas alarmantes, que podem ser fatais. Muitas mortes têm ocorrido
entre crianças, só por essa causa. Suponhamos, porém, que nenhum
mal visível se produza. Isso não é evidência alguma de que não fo-
<012>

84 A FLORA NACIONAL NA MEDICINA DOMÉSTICA

ram postas bases para outras doenças. Muitos pais vos dirão que seus
filhos não vão bem desde que foram vacinados. Nunca foram doen-
tes, mas, desde então, vão mal de saúde. O que significa isso? Sig-
nifica que há órgãos fracos no corpo, e que a vitalidade enfraqueceu
pela vacinação. Por essa razão as crianças são mais suscetíveis às
doenças eruptivas, como a escarlatina, o sarampo, etc. Ocorrendo
epidemias, a mortalidade é bem maior onde houve vacinação sistemá- :
tica. Segue-se, pois, que, com esse sistema, nós nos esquivamos de
um revólver de brinquedo para sermos mortos por um tiro de canhão.
  "O meio mais seguro e melhor para escaparmos da varíola é vi-
vermos e inculcarmos regras e regulamentos sanitários, ... é assegurar-
mos e mantermos a imunidade natural por uma vida em harmonia
com as leis da natureza."
  Muitas autoridades médicas afirmam que as doenças não podem
atacar tecidos sadios. O Dr. J. H. Kellog escreve:
  "As células vivas resistem aos ataques dos microrganismos. Uma
maçã ou batata cruas permanecem intactas durante meses, ao passo
que uma maçã ou batata cozidas em poucos dias estão bem cobertas
de mofo e se encontram em ativo estado de fermentação e de mudan-
ça destrutiva. As células vivas resistem aos germes."

  Ele alega, outrossim, que os germes postos no repolho cozido se
  multiplicam enormemente, enquanto diminuem no repolho cru.

  Um dos nossos maiores problemas é aprendermos a promover a
  imunidade natural do nosso corpo.
  Devemos, em resumo, ter em mente o seguinte:
  1. A superfície da pele e a da membrana mucosa não permitirão
  a entrada de germes no corpo, se as células da pele e da mucosa se
  conservarem em estado normal. Seu poder defensivo enfraquece pela
  deficiência em vitaminas.
  2. Sob condições normais, a saliva contém substâncias que ini-
  bem a proliferação dos germes.
  3. Devido à presença de ácido clorídrico, o suco gástrico é um
  forte desinfetante.
  4. As bactérias proliferam em meio ácido, ao passo que o meio
  alcalino Ihes impede a multiplicação. Conservando os tecidos, inclu-
sive o sangue, com alcalinidade suficiente, combatemos as bactérias.

  5. O sangue contém substâncias que impedem a multiplicação
dos germes.
6. Os glóbulos brancos do sangue (os leucócitos) devoram ger-
mes.
  7. Certos minerais ajudam a combater os germes e cumprem
fielmente seu dever se introduzidos na dieta.
  A eficiência dos recursos de defesa natural do organismo depende
de: sol, ar, água, alimentação adequada, exercícios físicos, repouso,
serenidade mental, etc.
  Muitos são doentes porque confiam demasiadamente na farmácia
em vez de praticarem a higiene, cujo valor nunca nos cansaremos de
exaltar:

  1. Pouco tempo passam ao ar livre e ao Sol.
  2. São descuidosos quanto à boa respiração (ventilação, ar puro).
  3. Não bebem água pura em quantidade suficiente.
  4. Sua dieta está longe de ser corréta.
  Poucos adotam um regime equilibrado. Mencionaremos apenas
um ponto: a carência das vitaminas que necessitamos para proteger-
mo-nos dos. germes. O Professor H. S. Sherman disse: "Para termos
completa proteção contra a infecção, precisamos quatro vezes a quan-
tidade de vitamina A necessária para prevenir a típica doença dos
olhos (xerose)." Necessitamos todas as vitaminas existentes nos alimen-
tos naturais, para termos suficiente proteção contra as infecções.
  5. Negligenciam os exercícios físicos. Foi com muito acerto que
alguém asseverouõue cada um necessita fazer exercícios equivalen-
tes a uma camin ada diária de pelo menos oito quilômetros. Experi-
mentai caminhar um pouco cada dia e sereis grandemente beneficia-
dos!

  6. Não observam o repouso necessário para a restauração das
forças. Repousai o suficiente para que o corpo adquira novo vigor
para o reinício do trabalho.

  7. Vivem num mundo cheio de tribulação e tristeza, e não po-
õõem evitar sua parte nessas coisas, sendo que muitas vezes não é fácil
permanecerem serenos.
  Além disso, existe, de umaõ pessoa para outra, notável diferença
na herança recebida individualmente, no que tange à constituição fí-
;ica e às tendências. Mas, mesmo assim, o grau de nossa saúde e
imunidade contra as doenças, depende muito de nossa observância
Iõessoal das leis naturais que governam a vida.